Facebook lançam ferramenta de inteligência artificial que fala com adolescente sobre segurança online

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UNICEF e Facebook lançam ferramenta de inteligência artificial que fala com adolescente sobre segurança online

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Facebook lançaram nesta segunda-feira (19) uma experiência virtual que une ficção e realidade para ajudar adolescentes e jovens a compreenderem os riscos de se compartilhar imagens íntimas na internet, e o que eles podem fazer quando forem envolvidos nessas situações.

Por meio de uma plataforma de inteligência artificial, batizada de Caretas, adolescentes a partir de 13 anos interagem por com a personagem fictícia Fabi, uma adolescente muito ativa nas redes sociais. Ela está se recuperando do fim de um relacionamento quando descobre que seu ex-namorado vazou um vídeo íntimo dos dois.

A narrativa é construída usando textos, fotos, vídeos e mensagens de áudio e, durante pelo menos 48 horas, o adolescente passa a ser o melhor amigo de Fabi, trocando experiências, conselhos e aprendendo como lidar com situações de compartilhamento de imagens íntimas sem autorização. Além disso, são apresentadas aos participantes formas efetivas de se buscar ajuda em situações de violência online, como o helpline da ONG SaferNet Brasil (www.helpline.org.br).

O Caretas é uma ferramenta digital que nos dá a oportunidade de conversar individualmente com cada adolescente, no ambiente em que ele está presente e na linguagem que ele costuma usar. Toda a vivência dele na ferramenta tem o objetivo de criar empatia com a nossa personagem e informá-lo sobre os riscos do ambiente online. Explica a representante do UNICEF no Brasil, Florence Bauer.

“Essa experiência também amplia as fronteiras do engajamento digital e nos dá novos caminhos para comunicar e mobilizar as pessoas para os temas relacionados aos direitos da criança e do adolescente”, acrescenta Florence.

A gerente de Programas de Segurança do Facebook para América Latina, Daniele Kleiner, destaca que a segurança das pessoas é a maior prioridade da plataforma e que a empresa tem criado ferramentas, entre elas a que impede que as pessoas façam o upload de uma imagem íntima não consentida e a de reconhecimento facial, que avisa a pessoa quando alguém fizer o upload de uma foto que pode ser dela.

As ações educativas são essenciais para que as pessoas entendam como podem ajudar a criar um ambiente online mais acolhedor para todos. Acreditamos que o Caretas é uma iniciativa incrível justamente por unir tecnologia a um componente educativo e interativo para falar com adolescentes sobre segurança online de uma forma que faz sentido para eles.afirma Daniele

Os primeiros resultados do Caretas mostraram que essa forma de interagir com jovens é particularmente eficaz para chamar a atenção deles em relação aos riscos na internet.

Cerca de 7,4 mil adolescentes testaram o Caretas entre junho e novembro de 2017, com 1,6 milhão de mensagens trocadas entre eles e a Fabi. Pouco mais de 40% deles concluíram a experiência.

Dos adolescentes que chegaram até o fim da história, apenas 39,7% declararam que sabiam o que era sexting e como se proteger de violência online e cyberbullying antes do Caretas. Esse percentual cresceu para 90,5% depois da troca de mensagens com a Fabi.

Para iniciar uma conversa com a Fabi, basta entrar em www.facebook.com/ProjetoCaretas/e clicar em “Enviar Mensagem”.

Internet Segura 
Segundo o relatório do UNICEF Situação Mundial da Infância 2017: Crianças e adolescentes em um mundo digital, mais de 175 mil crianças acessam o ambiente online pela primeira vez todos os dias – uma nova criança a cada meio segundo.

Um em cada três usuários de internet em todo o mundo tem menos de 18 anos e, de acordo com o relatório, as crianças têm começado a acessar a internet cada vez mais novas. Em alguns países, menores de 15 anos usam a internet tão frequentemente quanto um adulto com mais de 25 anos.

O acesso digital expõe essas crianças a um leque de benefícios e oportunidades, mas também é preciso trabalhar por meio da educação para que elas possam fazer um uso seguro da tecnologia.